Oracle Data Deep Dive São Paulo: o que aconteceu no evento e o que isso muda para o seu negócio
Estar em um evento técnico da Oracle não é apenas ouvir apresentações é sentir, na prática, para onde a tecnologia corporativa está indo. Foi com essa perspectiva que João Bevilacqua, nosso especialista em Inteligência Artificial e Arquitetura em Nuvem, esteve presente no Oracle Data Deep Dive São Paulo, e trouxe os principais aprendizados para quem não pôde comparecer.
O evento foi estruturado em dois momentos distintos: uma manhã com sessões estratégicas para quem toma decisões de arquitetura, e uma tarde intensa com seis trilhas técnicas simultâneas, todas com foco em colocar a mão na massa.
O tema central: IA que vive onde os dados estão
A abertura deixou uma mensagem clara: a inteligência artificial só entrega valor real quando está próxima dos dados e não o contrário. Mover dados corporativos sensíveis para modelos de terceiros é um risco de segurança que as empresas não podem mais ignorar. A arquitetura correta é aquela em que a computação acontece onde os dados residem, com governança e soberania garantidas.
Para a Stratview, essa visão está alinhada diretamente com o que defendemos no nosso posicionamento AI-First: IA não é um add-on, é a espinha dorsal de uma operação moderna e ela precisa de uma infraestrutura à altura.
Oracle Database 23ai: o banco de dados que virou plataforma de IA
Se houver um protagonista absoluto do evento, é o Oracle Database 23ai. João destacou duas funcionalidades que chamaram mais atenção nas demonstrações ao vivo:
AI Vector Search (Busca Vetorial Nativa) O banco passou a armazenar vetores e realizar buscas por similaridade de forma nativa, sem precisar de uma base vetorial externa. Na prática, isso significa cruzar documentos não estruturados — como PDFs, contratos e imagens — com tabelas relacionais de ERP em uma única consulta SQL. Uma mudança de paradigma para quem trabalha com dados corporativos complexos.
JSON Relational Duality Acabou o dilema histórico entre desenvolvedores e DBAs. A solução permite que aplicações leiam e gravem dados em JSON (ideal para microsserviços modernos), enquanto o banco mantém tudo armazenado de forma relacional, com consistência ACID garantida. O melhor dos dois mundos, sem abrir mão de nenhum.
Agentes de IA com segurança de verdade
Na área de demonstrações ao vivo — batizada de Agent Station —, a Oracle apresentou o ecossistema de OCI Generative AI Agents integrado ao Autonomous Database. O ponto que João destacou como diferencial foi a forma como a solução trata as alucinações dos modelos de linguagem: o agente só acessa uma informação se o usuário conectado tiver permissão no banco para ler aquela linha específica.
Em setores regulados como financeiro, saúde e setor público, isso não é um detalhe técnico é um requisito de compliance que pode definir a viabilidade ou não de um projeto de IA.
Multicloud sem atrito e sem surpresa na fatura
Outro destaque que João trouxe foi a maturidade das soluções Oracle Database@AWS e Oracle Database@Azure. O hardware do Exadata e do Autonomous Database rodando fisicamente dentro dos datacenters de outros provedores, conectado por fibra dedicada com latência abaixo de um milissegundo — isso significa que uma aplicação construída no ecossistema AWS ou Azure pode consumir dados transacionais críticos do banco Oracle sem pagar taxas abusivas de egresso ou sofrer com lentidão de rede.
Para empresas que já têm contratos com múltiplos provedores de nuvem, esse é um caminho de modernização que não exige recomeçar do zero.
Engenharia de dados em tempo real com OCI GoldenGate
Para as equipes de engenharia de dados, o evento também trouxe evoluções relevantes em replicação e streaming. O OCI GoldenGate foi demonstrado capturando alterações em tempo real (CDC) e alimentando pipelines de IA para detecção de fraudes e análise preditiva em milissegundos — conectando sistemas legados on-premises diretamente à nuvem sem interrupção de operação.
O que esse evento significa para você
“O Oracle Data Deep Dive não foi um evento de vendas foi um evento de engenharia”, resume João Bevilacqua, especialista em IA e arquitetura em nuvem, “As seis trilhas da tarde mostraram que a Oracle está entregando o que promete em arquitetura: IA nativa no banco, segurança a nível de linha, multicloud de verdade e streaming em tempo real. Quem ainda separa ‘projeto de dados’ de ‘projeto de IA’ está atrasado.”
Na Stratview, essas evoluções reforçam nossas frentes de atuação em OCI, IA e HCM e confirmam que o caminho é integrar, não fragmentar.



